Apontados pelo governo municipal como prioridade na área de mobilidade, os corredores de ônibus não devem passar por expansão neste ano em Joinville. As prioridades para o setor são discutidas pela Secretaria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável (Sepud), mas é provável que novos quilômetros de faixas exclusivas fiquem apenas para o próximo ano.
O último a ser implementado foi o da rua Nove de Março, em junho do ano passado.Segundo o secretário D. C., a prioridade neste ano possivelmente será de dar sequência à requalificação dos corredores já existentes, com recursos do PAC Médias Cidades. A rua São Paulo foi a primeira a receber essa intervenção, em um trecho de 1,8 quilômetro desde o cruzamento com a rua Monsehor Gercino até a Ministro Calógeras. As obras tinham prazo até de terminar até o primeiro semestre de 2017, mas ainda estão em andamento com a finalização das calçadas. Faltam o recapeamento - será feito até março - e a sinalização e paisagismo - deverão terminar até abril. Os prazos são da Prefeitura.
O próximo corredor a passar pela requalificação seria o localizado na avenida Beira-rio, também na região Central. No entanto, a Sepud está redefinindo as prioridades das obras previstas no PAC. Ainda estão programadas melhorias nas faixas exclusivas de ruas como João Colin, Blumenau e Helmuth Fallgatter. A ordem de obras, assim como os planos de expansão dos corredores para novas ruas, devem sair no próximo mês.
Maior velocidade e subsídio na passagem
Atualmente, a cidade tem 25 quilômetros de corredores de ônibus. O Plano de Mobilidade de Joinville prevê, entre outras metas, que até 2030 esse número seja ampliado para 80 quilômetros. Porém, C. diz que o objetivo da Prefeitura é chegar a 55 quilômetros em um prazo mais próximo com os recursos do PAC.
— Não temos prazo porque depende muito de investimento, principalmente do governo Federal. Então, vai depender da nossa habilidade de buscar recursos para implementar novos corredores — explica.
O Plano de Mobilidade também prevê o aumento da velocidade média dos ônibus em 50%, passando de 17 km/h, em 2016, para 25 km/h até 2025. Outra meta é do poder público subsidiar 50% do valor da tarifa até o mesmo ano. No entanto, a possibilidade está descartada de momento, já que não há qualquer estudo sendo feito pela prefeitura.
Implantação reduziria tarifa, que aumentou
A expansão nos corredores de ônibus é uma das soluções que poderiam ajudar a diminuir o preço da tarifa de transporte coletivo a médio e longo prazo na cidade. No entanto, na prática o que se vê é o inverso. No início deste ano, o valor da passagem foi reajustado pelas empresas de ônibus. Passaram de R$ 4 para R$ 4,30 (antecipada) e de R$ 4,50 para R$ 4,65 (embarcada), em um aumento de 7,5% no primeiro caso, muito acima da inflação do período, que foi de 2,5%.
A prefeitura defende a expansão de corredores na atual administração, como nas ruas Nove de Março, Getúlio Vargas e trecho da avenida Beira-rio, mas nem isso ajudou a baratear a passagem. Entre as justificativas das empresas para o reajuste estão o aumento médio no preço do diesel em 18% e a redução superior a 5% no número de passageiros no último ano.
Os corredores de ônibus poderiam deixar as viagens mais rápidas, reduzir os custos com combustível e ainda deixar o sistema mais atrativo. E seria uma maneira de tentar motivar a população a voltar a utilizar o transporte, que a cada ano tem menos usuários e fica cada vez mais caro, em uma equação difícil de ser resolvida pelo município.
O sistema de transporte coletivo joinvilense já transportou 130 mil pessoas por dia - um usuário que usou duas passagens, conta duas vezes, por exemplo - no início da década, mas fechou o ano passado com 108 mil pessoas movimentadas diariamente. A queda começou nos anos 90 e se mantém.
Fonte: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/saavedra/novos-corredores-de-onibus-devem-ficar-para-2019
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